Rastros
Te encontro em todos os lugares. Todos os lugares onde teus dedos (não) tocaram, tuas mãos passaram, onde tocas e até onde teus pés nunca ousar(i)am pisar. É como se você tivesse criado todo o mundo, cada ambiente, e contaminado todos eles, ou pelo menos todos os cantos que passei e hei de passar: todas as praças comuns, as pessoas indiferentes, as bocas ofertadas, as inúmeras calçadas…
Todos os lugares me aproximam mais de ti do que quando eu me sento ao teu lado e esbarro no silêncio de teu corpo imóvel, isolado, indecifrável pra mim… talvez só pra mim!
Imagem por Edward Hopper.

setembro 6, 2010 às 1:19 am
Nada como o efeito entorpecente da paixão!
setembro 22, 2010 às 2:56 pm
As coisas que tu escreve me deixa livre e eu até posso sentir o cheiro de todos esses encontros.
janeiro 21, 2011 às 7:34 pm
Own! Essa doença cosmopolita! Ruim com ela e pior sem ela…