A árvore bicentenária

Bem no meio de uma praça esquecida
Uma árvore de raízes colossais,
Atravessa o tempo em solidão desmedida,
Assistindo aos espetáculos de gestos boçais.
Tronco invejoso dos ciganos! Murmura o seu lamento…
Recebe dos animais a excreção
E na ânsia de lavar-se em purificação
É pescador de presságios trazidos pelo vento!
Cúmplice dos atos mais escarninhos
Em tua sombra segredaste amores disfarçados,
Amante virgem de bêbados cansados
Nutres de mágoa o teu corpo daninho.
Ontem, escondeu-te em ti uma criança
[escapando um carinho
Pássaros se divertem entre teus galhos, fazem ninhos…
__ Árvore mãe de centenas de anéis:
São só breves afagos infiéis!
Árvore de senis histórias,
Quão penoso é seu legado!
Nunca contarás um instante de vitória,
Condenada à prisão eterna dos pecados.
Imagem de Salvador Dalí.
Junho 4, 2009 às 3:17 pm
Esse poema é massa demais, viu! Se garantisse ai. rsrsrs
=)
Junho 8, 2009 às 6:05 am
adorável a sua árvore apesar dos usos que fizeram dela.
Junho 14, 2009 às 10:58 pm
Adoro teus poemas, baby.
Já disse, né?
Agora você está entre as minhas indicações literárias, etc.
Beijos, menina querida.
Junho 18, 2009 às 9:18 pm
Repostou foi?
Junho 22, 2009 às 1:54 am
Puxa Gabizinha. Que surpresa tive ao ler seus poemas.
Não vou comentar agora porque eles merecem um pouco mais da minha atenção e pelo menos uma leitura a mais.
Julho 1, 2009 às 4:34 pm
Tenho que transformar esse quadro em um obra de reciclagem , Tem idéis povo ?!
Agosto 29, 2009 às 12:40 am
ei amiga, a imagem tá muutio massa o seu poema tb!!
muito bem feito, adorei!