Nessa noite eu quero um café noturno.
Um café mergulhado em estrelas reluzentes
Beber o céu escuro e de amargos versos
Na evasiva de um corredor imerso
Na escuridão de casais inexistentes.
O vazio que decora e assombra o ambiente
Faz as mesas serem várias e apenas uma.
Num açoite, tomo todo o café ou o universo,
Já não reluzem as estrelas nem luz alguma
Mas dentro de mim reverberará um brilho diferente…
Saio do café.
Meus passos somem errantes pela noite.
E a única certeza que me agrada,
É que no frio que petrifica a madrugada
O meu corpo seguirá quente!
Pintura de Van Gogh.