Relato de um instante torto.

Caminhava a passos amargos, como a sentir o pesar do dia. Vi, de repente, carcomida estátua carregando um semblante de horror! Meu corpo permaneceu imóvel, congelado de pavor! Quantos pensamentos distorcidos trazia aquele objeto tão estéril! Uma parte sua faltava… Para diminuir minha repugnância ou aumentar seu suplício? Continuei a caminhar, taciturno. Bem sabia: por mais horripilante que ela seja e jamais ninguém a esqueça, nunca passará de uma feia e inacabada estátua.
Imagem por Francis Bacon. (Na falta de uma estátua, coloquei uma pintura do Bacon, nada melhor para representar o horror não? Apesar dessa pintura ser até simpática.)
Setembro 27, 2008 às 2:04 am
semblante! na segunda linha! o que seria sembante?
Você tem feito comentários de mau gosto e cheios de terceiras intenções no meu blog! sua safada! vc me paga!
Setembro 27, 2008 às 3:02 am
Já corrigi, valeu man!
Eu sei que vc me ama, mas vamos parar de tantas demonstrações assim! hahaha
Setembro 27, 2008 às 2:01 pm
ainda acho que há sim a possibilidade de alguém, alguém como eu, meio feio e inacabado, descobrir que é mais que uma estátua.
Setembro 27, 2008 às 7:56 pm
Fantástico, Miudinha!
Essa é uma das suas melhores poesias.
;~~~
Setembro 30, 2008 às 7:28 pm
Aprecio bastante esse estilo de texto, descritivo. Que nos faz imaginar a cena, construi-la. Ainda mais quando é feito com tanta leveza.
Não vou discutir o belo e o feio, isso já está demodê pra caramba, mas, porra, coitada da estátua. rsrs
bjos. =**
Setembro 30, 2008 às 7:29 pm
Ou será uma metáfora? oÓ