Gradação Universal.

O vento leva a areia das planícies,
As folhas caídas do outono,
Volve-lhe entre os dedos…
O cavaleiro, erguido,
Percebe a sua realidade ilusória
Vê quanto a natureza é perfunctória
Banhada em seu perfume de vida, lívido!
O seu aroma o desperta
Trazendo uma pungente saudade
De um tempo mais vívido!
O cavaleiro, prostrado,
Olha ao seu redor…
As pedras são damas tristes,
As flores um quadro inacabado…
Então espera, esvaindo-se
O ameno adeus – sutil e eterno -
E começa a entender
Em suas horas derradeiras:
A beleza do efêmero.
Maio 14, 2008 às 12:41 am
Bastante enigmática a sua expressão! Bastante “Meio Ivan” também!
Maio 16, 2008 às 6:07 am
é…
as meninas crescem…
interessante essa imagem do cavaleiro.
na batalha diária muito passa despercebido. tanto nos prendemos a um passado e muito mais corremos para o futuro. não nos damos conta das belezas do presente, do efêmero, do vão, do fútil, do vil, do marginal, do grotesco e tanto mais…
cheiros
Maio 16, 2008 às 9:52 pm
As coisas que são evidentemente efêmeras são as mais belas. Observo símbolos perfunctórios como as flores e as borboletas e a beleza delas gritam. Elas desfalecem tão rapidamente, mas nunca a relacionamos à morte. Gostei de seu poema que traz essa visão para a vida e o cavaleiro só se dá conta disso quando está morrendo! Parabéns Gabriela, virei sempre visitar seu blog. Abraço!
Maio 19, 2008 às 4:40 pm
Talvez tua poesia, ou a mesma de modo geral, por ser livre de tal efemeridade (bela?), arrancasse do cavaleiro um sorriso.
Maio 22, 2008 às 7:12 pm
Precioso, minha flor. Palavras e rimas fluindo mais tranquilamente, gostoso de ler e sem enrolação. Preciso e precioso. Vou adicionar o teu no meu também, viu? =]
“As flores um quadro inacabado…”
E as flores efêmeras?
Um beijão!